No semblante um ar fino
Almejo-o sem furtar
Um puro ar tão fino
Desejo apenas expressar
Sem curvas ou variadas retas
Desejo apenas o uniforme
Onde há luz que o momento conforte
Deixando-me apenas uma meta
Sem outro ar a cortar-me
Analiso-me encarcerado
Dar-me tu a olhar-me
O teu ar tão assombrado
Aos semblantes fixados
Não verás um visionário
Nem tão pouco um ar de fendas
Sem preocupar-me com honorários
Busco apenas que me entenda!
Poema: Ângelo Lima
Foto: Paty Lavir


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